sábado, 16 de agosto de 2014

Teologia Contemporânea - Aula 01

Resumo da aula de 16 de agosto de 2014 - apresentada aos meus alunos do curso de Bacharelado em Teologia


Poderíamos iniciar a nosso programa de teologia contemporânea falando sobre os grandes teólogos do século XX. Acredito que isso não seria completamente inadequado, aliás, penso que seria o mais desejado pelos alunos, o ir direto ao assunto. Mas o professor quando tem compromisso de apresentar o conteúdo da disciplina em relação com a formação de seus alunos, ela jamais poderá se pautar nessa relação apresentar um conteúdo que agradaria aos seus alunos.
Ocorre que se escolhêssemos esse caminho perderíamos uma grande oportunidade de compreender como muitos temas da teologia contemporânea vieram  a acontecer. Nenhuma teologia é elaborada no vácuo, ninguém consegue falar sobre os seus próprios ombros em meio a uma multidão,  é sempre necessário subirmos aos ombros de um ou mais gigantes para sermos vistos, ouvidos e compreendidos quando falamos.
Desta forma, o itinerário escolhido por esse professor foi o de olharmos para trás e dialogarmos com quem nos deu subsídios para pensar uma teologia com a qual possamos dialogar e compreender os seus fundamentos.
Situemo-nos com o uso de um pleonasmo muito comum, que é ‘comecemos do começo’, sei que isso é redudante, mas precisamos reforçar a importância de nosso debate, a fim de compreendermos o que aconteceu com a teologia antes dos séculos XIX e XX, e quais foram as condições que lhe possibilitaram se articular com o mundo moderno. Neste caso, precisaremos olhar pelo retrovisor da história em diálogo com a filosofia. A relação filosofia e teologia sempre foi uma relação “conturbada”, de modo que não podemos hoje afirmar que existe uma relação de diálogo perfeito entre estas duas formas de reflexões.
No início da Igreja cristã, logo nos primeiros séculos de sua existência, essa relação já era belicosa, polêmica e emblemática. Justino Martir e Clemente de Alexandria buscavam defender um diálogo entre a teologia cristã e a filosofia grega, inclusive tentando convencer o mundo cristão de que muitos pagãos (como chamavam os não cristão), haviam sido levados à verdadeira religião através da filosofia. De outro lado desta polêmica relação se colocava Tertuliano, rejeitando o argumento de Justino e Clemente, chegava a afirmar que em alguns casos a filosofia seria a raiz da heresia (heterodoxia, desvio, afastamento da doutrina e da fé).
Assim a história da filosofia da religião torna-se uma história da acusação de ambos os lados destes discursos, entre filósofos, místicos e apologetas. A filosofia pouco a pouco passaria a tomar parte dos debates teológicos, e como se isso não fosse o bastante, também começaria a interferir no conteúdo da teologia, chegando a estabelecer o padrão para construção de parte do pensamento moderno, o qual romperia com o pensamento medieval.
O período medieval é o tempo que corresponde ao momento histórico e cultural, onde a teologia e a filosofia orientam a vida e a sociedade em seus mais diversos valores, considerados por uma grande parte dos historiadores e filósofos da história como, inaugurada com Agostinho, por volta do século V, perto da época da queda do império romano e tendo seu declínio por volta do século XV, quando se inaugura a idade moderna com a ciência e a reforma protestante.
No chamado período medieval, o conhecimento era limitado a certeza dos dogmas da igreja. No pensamento moderno o que se procura romper é justamente esses limites; se o modelo de conhecimento do mundo medieval se vale do paradigma “fé e razão”, sendo tais os produtores do todo o conhecimento do mundo; o pensamento moderno elegerá um novo paradigma, que colocará a religião praticamente para fora da explicação do mundo natural, o rompimento se dará no reposicionamento do paradigma, uma vez que o que norteará o conhecimento moderno será a “razão e a ciência”, denominados de fundamentos do verdadeiro conhecimento.
Essa mudança proporcionará uma virada na concepção do mundo a partir de formulações e proposições teóricas como as de Copérnico (heliocentrismo) e de Galileu (movimento dos astros e existência de outros sistemas no universo).
A teologia sofrerá enorme impacto a partir de tais descobertas, fato esse que a colocará para fora de sua zona de conforto (os castelos e universidades medievais), forçando-a a dialogar com o mundo, por meio da ciência e da razão, buscando se colocar agora ao lado da ciência.
A Reforma Protestante será uma tentativa de resposta ao mundo moderno (uma abertura para o mundo), e o Concílio de Trento uma contra-resposta ao protestantismo e ao mundo moderno (um fechamento ainda maior a modernidade).
A teologia desde então será questionada quanto:
Seu lugar no mundo e na academia (?),
Acerca de seu valor para os homens e para conhecimento (?)
Os séculos XVI, XVII e XVIII são fundamentais para compreendermos os resultados da teologia, os quais se produzem como respostas ao mundo moderno, e tais respostas se articularam durante os séculos XIX e XX. Assim nestes últimos dois séculos observaremos a teologia contemporânea como alguns teólogos definem sendo um “estudo analítico-crítico das manifestações teológicas surgidas após a reforma protestante, em geral contrárias a reforma”
(o que não significa que por serem contrárias, estão ou são equivocadas).
Ressalto que a definição acima, pode reduzir o papel da teologia contemporânea ao definir que o diálogo da teologia contemporânea se restringe com o que se afirma na reforma e a partir da reforma protestante.
Penso que a teologia contemporânea têm uma atribuição bem mais ampla, inclusive de dialogar com o mundo moderno através de temas e áreas como “cultura, ciência, modernidade, pobreza, trabalho, economia” etc.

Alexandre da Silva Chaves
Professor de Teologia Contemporânea
Instituto de Educação Teológica do Estado de São Paulo
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Textos utilizados para leitura e debate nesta aula

AGOSTINHO, Aurelius. O Conhecimento de Deus. In: Solilóquios. São Paulo: Escala, 2006.
ABELARDO, Pedro. Lógica para principiantes. São Paulo: Nova Cultural, 1986.
COSTA, Hermisten Maia Pereira da. “Introdução”,  p. 15-26. In: Raízes da teologia contemporânea. São Paulo: Cultura Cristã, 2004.
MACKINTOSH, Hugh R. “Antecedentes”, p. 11-29. In: Teologia moderna. São Paulo: Novo Século, 2002.
BROWN, Colin. “Introdução; A filosofia medieval”, p. 09-27. In: Filosofia e fé cristã. São Paulo: Vida Nova, 1999.


terça-feira, 24 de dezembro de 2013

NATAL - OPORTUNIDADE DE PERDÃO! "Ele salvará o seu povo dos pecados deles"

Todos os anos costumo postar uma  reflexão sobre o Natal. Este ano, ao refletir sobre este momento, pensei 'porque não observar a informação dada pelo ser angelical que nas Escrituras nos apresenta o sentido do nascimento do Senhor Jesus'.



Ao intentar abandonar Maria quando grávida, José mesmo a amando, não quis denunciá-la por causa de adultério. As Escrituras nos ensinam que ele resolveu deixá-la de maneira secreta. Contudo, um anjo do Senhor interrompeu seus planos lhe aparecendo em sonho e pedindo para que José não temesse  receber Maria como esposa, uma vez que o filho que nela era gerado, não era fruto de relação sexual entre homem e mulher, mas produto de um milagre, uma semente colocada no útero de Maria pelo próprio Espirito Santo. O anjo o Senhor prosseguiu dando pistas ao jovem José dos motivos deste nascimento que aconteceria,. O anjo do Senhor disse a José: "Ela dará luz a um filho e lhe porás o nome de Jesus, porque ele salvará o seu povo dos pecados deles" (Mateus 1. 21).

O cerne do problema revelado pelo anjo do Senhor era o pecado. Termo comum na construção tanto das cosmologias dos povos em suas religiosidades, como também das teologias das mais variadas religiões mundiais. Quase todas concebem alguma noção do que é certo ou errado, do que é moral ou imoral, daquilo que é justo ou daquilo que é injusto, sempre em menor ou maior proporção.

O pecado, que de modo simplificado na teologia judaico-cristã, significa errar o propósito, caminho ou alvo (hebraico-hata, grego hamartia), já havia sido causa de desajuste na vida do ser-humano desde o início da criação, já nos primeiros passos de sua existência quando este resolveu agir por conta de seus próprios interesses (Gênesis 3. 6-8). O homem desde então perdeu a condição e também a possibilidade de agir contrariando a sua própria natureza, passando a viver em busca de esconderijos. 

Sempre que seus desejos se inclinavam à sua natureza, este se envolvia com o mal, e cedia facilmente aos próprios desejos. Percebemos este fato ocorrendo logo no primeiro assassinato entre irmãos registrado nas Escrituras, de modo que cumpria ao homem (Caim) dominar os desejos dele, quando estes viessem sobre si mesmo, contudo, ele logo revelou essa incapacidade (Gênesis 4. 7).

Seguiram-se daí os sacrifícios, oferendas e outros mecanismos que visavam colocar o ser-humano em ato de consciência perante suas responsabilidades e para com os resultados de suas atitudes. O Homem não poderia simplesmente errar, e ainda continuar vivendo como se nada houvesse ocorrido. Por essa razão, o Senhor Deus afirmou a Moisés que 'quando alguma pessoa pecasse, (...) este deveria fazer uma oferta por sua culpa, trazendo do seu rebanho, ao Senhor, uma oferta sem defeito pela culpa, apresentando-a ao Sacerdote' (Levítico 6. 5-7).

Isto perdurou por um longo tempo até que a culpa da humanidade não parava de crescer, e o homem não conseguia mais dar conta de apresentar sacrifícios por essa sua culpa, e quando terminava de tomar consciência de um erro que havia acabado de cometer, já se via em circunstâncias de outro erro. 

Desta forma o próprio Deus reprovou tal atitude humana, pois os sacrifícios apresentados pelos seres humanos não conseguiam mais alcançar ao propósito perfeito de Deus, a humanidade começava a corromper não somente o sacrifício a Deus, mas também ao propósito de convencer o homem a abandonar os antigos vícios e pecados. 

Deus o Senhor, convidou a humanidade a tornar-se a Ele, a se voltarem para a sua vontade, ele usou profetas, entre eles Oseias, que nos apresenta esta perspectiva de Deus acerca dos sacrifícios apresentados pelos homens... Deus afirma para Israel seu povo "misericórdia quero, e não sacrifício, e o conhecimento de Deus, mais que holocaustos" (Oseias 6.1-6).

Estava posto o fim, a sentença se confirmava nas palavras do profeta Isaías, que também anunciava a situação calamitosa da humanidade, e por onde ouvimos o eco de sua época: "Os povos serão queimados como se queima cal; como espinhos cortados, arderão no fogo. Ouvi vós, os que estais longe, o que tenho feito; e vós, os que estais perto, reconhecei o meu poder. Os pecadores em Sião se assombram, o tremor se apodera os ímpios (...)" (Isaías 33. 12-14). Ainda o profeta anuncia ao seu povo a seguinte mensagem "todos nós bramamos como ursos e gememos como pombas; esperamos o juízo, e não o há; a salvação, e ela está longe de nós. Porque as nossas transgressões se  multiplicam perante ti, e os nossos pecados testificam contra nós; porque as nossas transgressões estão conosco, e conhecemos as nossas iniquidades" (Isaías 59.11-12).

Deste modo, ocorre aquilo que é perfeito, o anúncio natalino revela o nascimento de um salvador, um sacrifício perfeito, e o profeta Isaías anunciava que um seria levantado "dando ele a sua alma como oferta a Deus" (Isaías 53.10), a fim de ser "transpassado pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniquidades", sobre este cairia o castigo que deveria cair sobre nós, e ao invés de castigo, receberíamos a paz! (Isaías 53. 4-6). Ele foi contado junto com os transgressores, contudo ele levou sobre si o pecado de muitos e pelos transgressores intercedeu (Isaías 53. 12).

Nesta mesma linha encontramos o Profeta contemporânea neotestamentário João Batista, afirmando que aquele que vinha após ele é mais poderoso do que ele (Mateus 3.11); e em outra passagem o mesmo profeta ao encontrar-se com  Jesus o avistando, afirmou: "Eis o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo" (João 1. 29).

Ao retomarmos o diálogo do Anjo do Senhor com José o carpinteiro, percebemos que o sentido do Natal é de maior significado que o pretendido pelas pessoas, pois não é trocar presentes, descobrir amigos secretos, comermos ou bebermos, refazer planos, planejarmos a execução de um novo orçamento para um  novo projeto, etc. 

O natal é simplesmente ímpar, porque  nos lembra da condição em que chegamos diante de Deus, como diz o apóstolo Paulo, por causa das boas novas de Cristo, nós homens nos tornamos "indesculpáveis" diante de Deus (Romanos 2.1 s.s.). Por outro lado  encontramos no nascimento de Jesus a possibilidade de salvação quando nos encontramos com a razão da manjedoura, do nascimento do menino Jesus, do motivo D'Ele nos ter encontrado, tal como nos afirmou na casa de Zaqueu o publicano "O Filho do Homem veio buscar e salvar o que se havia perdido.

Talvez neste natal estejamos bem perdidos em nossos propósitos, em meio a interesses muita das vezes egoístas e pecaminosos, e esta revela uma excelente razão para depositarmos fé no propósito de Jesus, seguindo os conselhos do apóstolo Paulo, alcançemos "a justificação mediante a fé, encontrando a paz com Deus por causa de Jesus Cristo" (Romanos 5.1-2).

Um Feliz Natal a Todos aqueles que se consideram pecadores necessitados da Graça de Nosso Salvador Jesus Cristo!!






sexta-feira, 14 de junho de 2013

REFLEXÕES SOBRE O TEMPO EM AGOSTINHO DE HIPONA



AGOSTINHO DE HIPONA – LIVRO XI - CONFISSÕES


Porventura, Senhor, sendo tua a eternidade, ignoras o que te digo, ou vês com o tempo o que se passa no tempo? Então por que  disponho para ti narrações de tantas coisas? Não é, claro, para que venhas a sabe-las por mim, mas excito meu afeto em tua direção e também os afetos daqueles que as leem, para que digamos todos: Tu és grande, Senhor, e infinitamente louvável. (AGOSTINHO, Confissões in Antologia, livro XI, p.26)

O tema do livro, como apresenta o autor da antologia de textos filosóficos, é um estudo dos conceitos de eternidade e tempo. Um modo de interrogar os dois conceitos, é um processo de depuração para que encontremos a verdade.
O principal problema neste texto de Agostinho é a  questão do tempo e da eternidade. O texto é denso, de natureza filosófica, torna-se necessário um pouco de conhecimento do pensamento platônico. Agostinho é plantonista, mais objetivamente neoplatonista.
Em que consiste a natureza do tempo? Esta é uma das questões que emergem da obra do autor, Agostinho percebe quão complexa será a resposta, contudo não hesita diante da dificuldade da resposta, acredita que se não fosse indagado saberia intuitivamente a resposta, mas se fosse indagado não saberia responde-la.
Embora o tempo seja considerado como constituído de passado, presente e futuro, como pode ser passado se já não é, como pode ser futuro se ainda não é, como pode ser presente se é constituído de partículas que rapidamente se desfazem, por exemplo o presente poucos segundos anterior a esta leitura já não o é mais.
O tempo poderá ser visto como a distensão dos movimentos (de ir e vir) da alma humana e não um ente físico que se daria a partir do movimento de corpos eternos (luz e sol). Para Agostinho a vida é um tempo só, um agora, onde passado, presente e futuro são modulações de um presente absoluto

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICA

 AGOSTINHO, A. Disponível em: ., Acessado em 28 de abril de 2013 ás 08h 30min.


COTRIM, Gilberto; FERNANDES, Mirna. Fundamentos da filosofia. São Paulo: Saraiva, 2011.

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Filosofia no currículo escolar, aprendizagem e exercício!


A aprendizagem e exercício de filosofia devem andar juntos?

Antes de respondermos, pensemos um pouco sobre o papel e a importância da filosofia na formação do ser humano a partir da realidade escolar.

Qual o valor de se ensinar filosofia para a vida?

Essa resposta possui perspectivas tanto favoráveis quanto contrárias a sua inclusão ou permanência em um currículo escolar. o que se torna claro é que a filosofia encontra dificuldade de ser percebida como importante, se pensada como possuindo definitivamente um lugar na educação escolar.       

Não se trata de encontrar culpa na disciplina por ser compreendida como "disciplina de pouco valor" para a educação, mas de perceber a existência de um sentimento de repulsa por parte do estudante, por conta de uma "cultura educacional" altamente pragmática, tecnicista, a qual busca uma formação de mão de obra especializada. Este tipo de formação exige que ao final de todo o processo de aprendizado, o indivíduo esteja pronto para pensar primordialmente sob o nível operacional, como por exemplo o nível de operar uma máquina. É por isto que que a formação escolar cada vez mais busca e exige respostas simples a perguntas do tipo:

Como faço isto?  Como resolvo aquilo?            

O único propósito de encontrar respostas a tais perguntas é o de encontrar os meios de fazer as coisas funcionarem, deixando pouco tempo para a curiosidade, ou para perguntas que busquem o "porquê da coisa?".

Falta a preocupação e a sensibilidade às peguntas que considerem as razões das coisas, os motivos existentes mas não sobressalientes. São tais perguntas, que buscam a natureza oculta das coisas, que ultrapassem o "ser aí" da existência e da realidade, que tornam capaz o indivíduo de emancipar sua consciência e pensamento. 
Observe que se substituirmos as perguntas anteriores, pelas próximas, já avançamos um pouco em nosso conhecimento sobre a realidade das coisas:

Por que fazermos as coisas funcionarem?
Por que não existem outras formas de fazermos as coisas?
É realmente necessário fazer o que faço?

Educação filosófica vivencia a luta de quem busca despertar a curiosidade nas pessoas a fim de que superem o lugar comum das coisas, a visão de que estão convencidos de que as coisas são sempre assim, quer dizer do mesmo jeito, e isto os convence de aceitar determinada "verdade".

Conseguir superar o olhar comum sobre as coisas, requer um exercício de reflexão, o qual nos conduz a conquista de certa autonomia, e de certa forma, isto pode nos fazer enxergar além daquilo que chamamos de natural, de comum, e que já afirmamos "é assim mesmo".

O olhar que reflete as coisas comuns, superando-as, faz-nos encontrar uma perspectiva a mais sobre a construção da realidade, descobrimos aquela coisa que ninguém enxerga ou está disposto a enxergar.     

Tal posicionamento, é posicionamento filosófico, é postura do filósofo diante do ensino, e isto normalmente o deixa diante da angústia sobre a verdade,  diante de um intenso conflito de idéias.               

Este conflito que a filosofia produz, coloca o sujeito diante do desvelamento e da autonomia, e com isto da possibilidade de construirmos e reconstruirmos o mundo das coisas, pela linguagem, pelos conceitos.

De modo que ensinar filosofia pode acabar por possuir função terapêutica, o mestre pode, ao conduzir o discípulo, ajuda-lo a criar condições de encontrar a sua autonomia, colocando-o em posição de leitor do mundo, da realidade e da vida, fazendo isto com os próprios olhos.

Inicialmente este exercício gerará certo desconforto, mas o esforço de enxergar o que a realidade desvelada tem a nos dizer além do que sempre afirmamos ser “comum” e “natural”, produzirá descobertas interessantes e novas perguntas jamais imaginadas.    

A conquista de tal "autonomia" ou de sua possibilidade exige um duplo esforço, do sujeito docente e discente, que será:

1) (docente) - convencer a mim mesmo de que é possível auxiliar o outro a encontrar tal possibilidade de "sair dos lugares comuns" , e                

2) (docente/discente)- convencê o discípulo de que existe esta necessidade, se é que ele considere necessário, de enxergar o mundo com certa autonomia.               

Desta forma, a tarefa da filosofia tornar-se-á complexa, difícil como tarefa escolar, e só se tornará convidativa caso convide a vida, a realidade e tudo àquilo que cerca o discípulo, a buscar em suas experiências as 'aporias' da realidade, a fim de não participar somente do ensino da filosofia, mas principalmente do fazer a filosofia, do filosofar, do pensar com autonomia, do questionar, do poder duvidar, do poder  acreditar e consequentemente do poder desacreditar, enfim, antes de tudo de criar condições de se poder perguntar.       

O que tornará a tarefa docente nobre, importante e de grande valor será a sua proposta de fazer da filosofia como um instrumento capaz de desvelamento da realidade, tal como apresentado pelo velho Sócrates, tal como apresentado pela crítica da Escola de Frankfurt, tal como proposto por Theodor Adorno.               

O papel da Filosofia na educação é tão ousado que ela será por excelência a promotora do desvelamento da realidade. Este caráter de educar para promover a emancipação se torna coerente e próximo do que pretende a filosofia até mesmo Lei de Diretrizes e Bases da Educação e dos Parâmetros Curricular Nacional do Ensino Médio, onde destaca o papel da Filosofia na educação média.     

Assim é possível pensar que primeiro conquistamos a emancipação do pensamento, a capacidade de pensar com autonomia, depois de criarmos topóis, podendo os desfazer  a partir de novos conceitos criados como propõe Deleuze, filósofo que define filosofia como a possibilidade de conceituar a realidade, produzindo e reproduzindo a realidade histórica de modo consciente.       

Sim, será a resposta a nossa pergunta inicial caso a nossa opção de ensino seja por uma relação com o conhecimento que leve em consideração o vivermos sem acostumarmos a vista com o que enxergamos, questionando a realidade apresentada aos nossos olhos, nos tornando capazes de enxergar além daquilo que o domínio comum do raciocínio é capaz de enxergar, fugindo das definições simples, mergulhando na realidade presente em busca de novas repostas.

Façamos tudo isto mas não sozinhos, façamos isto acompanhados sempre, e sempre que possível de novos discípulos, novos alunos, numa relação e aprendizagem e exercício junto a realidade de nossos "discípulos".

Professores, eis o desafio da filosofia, não somente na sala de aula, mas na realidade, na vida!

domingo, 21 de abril de 2013

Páscoa um paradoxo sobre a vida e a morte: exortação ao Projeto OReino


No mês de Março estivemos louvando a Deus e agradecendo pela vida do irmão Jefferson, a quem carinhosamente chamamos de Jeh. 

Neste evento pudemos compartilhar da mensagem da palavra de Deus.


Fui convidado pela direção do projeto Reino para ministrar uma mensagem ao grupo acerca da páscoa. Era um momento de perseguição para o projeto, algumas pessoas estavam confundindo o nosso objetivo e do projeto, com o de fundar uma igreja ou coisa assim.

A mensagem foi providencial, pois tal como Faraó no Egito o povo de Israel e Moisés o líder escolhido por Deus para tirá-los de lá, também não estavam sendo compreendidos.

Algumas pessoas ficam feridas quando são atormentadas pelas lutas, quando são caluniadas, difamadas, vítimas de perseguição ou de ameaças, quando seus raciocínios percebem que a morte os cerca, por causa de certo nível de angústia que os toma. 

Meditemos então no caso de Moisés, ameaçado e perseguido constantemente, sua alma sabia que as muitas armas e toda força do "deus" Faraó estavam apontadas contra a sua vida, podendo a exterminar em instantes. A única arma que Moisés  possuía era a confiança de que o seu Deus (YaHWeH // Eu Sou) reservaria a ele um futuro melhor, sem contudo enxergar condições de livramento em suas próprias mãos, o que restava-lhe então era a dura perspectiva de perseguição de Faraó e a morte certa no caminho que percorreria em direção ao deserto.

Seguindo a lógica da exposição bíblica acerca da pascoa Israelita, observamos o que nos diz a palavra de Deus no livro de Êxodo capítulo 12: e vv 1-13;  e para pensarmos a lógica da páscoa cristã, observemos a carta aos Hebreus capítulo 9. versículos 23 e sua sequencia. 

O Senhor nos falou poderosamente, pois aprendemos que depois daquele momento a páscoa teve de ser lembrada com sangue de animais, ano após ano, até que surgisse um sacrifício perfeito, conforme Hebreus 9 e versículos 23-26. 

Os animais imperfeitos, eram oferecidos para que o sangue de suas vidas lembrassem ao Anjo da morte o pacto que o criador havia feito com o seu povo, e este não os matasse, e então este sangue passava a indicar esta graça do pacto com a vida do Criador,  fazendo assim com que o anjo não os matasse. 

Contudo por causa da imperfeição dos animais, ano após ano estes sacrifícios eram novamente repetidos, como memorial a Deus por expiação dos pecados, a fim de que Deus não os destruísse todos os anos por causa de seus pecados. 

O escritor da Carta aos Hebreus nos escreve dizendo que isto deixou  de ser necessário, pois àqueles sacrifícios oferecidos no passado foram as sombras e figuras imperfeitas do verdadeiro que se manifestaria, sem defeito algum, e diferente dos animais que morriam ano após ano, este perfeito seria entregue a morte por nossos pecados uma única vez, satisfazendo eternamente a justiça de Deus e nos trazendo comunhão com o nosso criador, o Deus todos poderoso. 

Jesus Cristo cumpriu este requisito de perfeição, como Deus se encarnou, tomou forma humana, por ser perfeito e ter permanecido perfeito em vida, entregou-se a missão de morrer por suas criaturas imperfeitas, satisfazendo a exigência de um sacrifício perfeito de uma única e efetiva vez. Com isto, todos aqueles que o encontrarem, os seus que ele não rejeita, conforme o evangelista João capítulo 10, podem encontrar segurança e salvação em sua proteção.

Deste modo as aflições deste mundo, as lutas, os problemas se tornam coisas menores, diante da passibilidade de vivermos a eternidade com ele. Devemos preferir a morte, se isto for necessário, a fim de  desfrutarmos a eternidade com nosso Senhor Jesus Cristo.

Observemos a mensagem do sacerdote Henri Nouwen, que mesmo tendo sido um talento  e vocação para universidade, tendo tido oportunidade de seguir carreira lecionando em Harvard uma das maiores instituições de ensino dos Estados Unidos, além de ter sido um grande sacerdote para sua igreja e comunidade, resolveu abandonar tudo o que fazia a fim de servir a um grupo de crianças deficientes em uma associação chamada "Arca", que cuidava destas crianças. 

Nouwen entendeu o significado da morte e conseguiu morrer em paz entregando sua vida por esta causa.

Devemos aceitar a exortação de Deus e orarmos, aceitando a sua condição de nos provar, mesmo com perseguição, lutas dificuldades e até mesmo com a morte. 

A final de contas, a morte selará o pacto de regressarmos a casa de nosso Pai, a eternidade, ao lado de nosso Deus!!

Muitos crentes buscam a riqueza como sinônimo de perfeição, de resultados de espiritualidade, mas o maior resultado de perfeição e de vida perfeita com Deus é a de um crente reconhecer e aceitar o caminho do martírio (morte por uma causa justa), como resultado da possibilidade de nos encontrarmos com Deus.

Vivamos com intensidade o Evangelho, e assim como Henri Nouwen encontrou paz na morte, não temamos a morte, pois se buscarmos vivermos a vida apenas aqui, querendo desfrutar alegria e felicidade como se aqui fosse a eternidade seremos infelizes, perderemos a oportunidade de enfrentarmos a morte e retornarmos a casa do Pai para usufruirmos a vida na eternidade. 

Sem contar que se não encararmos a realidade da morte jamais deixaremos um legado àquelas pessoas que aqui conosco viveram (filhos, amigos e familiares); deixemos a estas pessoas inspiração para enfrentar a vida em direção a morte, com objetivo de viver eternamente nos braços do Pai.

"A maneira pela qual morremos não só tem muito a ver com a maneira com que nós vivemos, mas também com a  maneira pela qual os que vêm depois de nós viverão" (NOUWEN apud BITUN, 2009, p. 305).

Deus abençoe ao projeto OReino que está aprendendo e crescendo com as lutas e perseguições, Deus abençoe cada cristão que contribui com o projeto, e oro principalmente para que Deus nos abençoe para que tenhamos fé de entregarmos a nossa vida a morte, todos os dias por esta causa, pois ele fez isto uma vez, nos dando oportunidade de vivermos com ele para toda a eternidade.

Que tenhamos então coragem de entregarmos a nossa vida neste curto período que temos de existência terrena, para que as pessoas viciadas no craque, na cocaína, na maconha, na sujeira e imundícia das ruas da capital paulista, consigam se erguer, mesmo que isto custe a vida de cada um de nós.

Amém!

Que Deus abençoe a todos!

Pr. Alexandre da Silva Chaves

sábado, 16 de março de 2013

Método, filosofia e práxis: uma reflexão sobre o propósito da busca pelo conhecimento




A compreensão ou problematização das complexas relações entre método, práxis e filosofia possui um percurso histórico longínquo. Desde a filosofia antiga até a contemporânea, procura-se compreender a realidade, seja para transformá-la, seja para simplesmente compreendê-la, mas o que não muda é o telos ou propósito do homem, que nesta busca almeja encontrar uma vida melhor, e com isto a felicidade, baseando-se numa reflexão que transforme tanto a realidade cognoscível quanto o sujeito cognoscente.
O método pode ter o seu sentido considerado a partir da compreensão etimológica, onde a junção das palavras grega meta, através, e hodos, caminho, que representam o caminho através do qual buscamos um propósito, que orienta o modo de conduzir uma investigação científica (COTRIM; FERNANDES, 2011, p. 328); no caso da filosofia representa um procedimento que busca compreender os problemas que nos são apresentados a partir da realidade da existência humana.
Nos estudos que compreendem a Filosofia “o método é questão basilar para que possamos analisar crítica e criteriosamente, as matrizes históricas que dão e deram sustentação à estrutura e à organização da realidade” (DONIZETE, 2012, p. 41).
A concepção metodológica moderna para a produção da ciência busca recuperar o espírito grego (p.37), contudo acaba por produzir um recorte sobre o pensamento, entre científico e filosófico. Descartes considerava conhecimento verdadeiro somente aquele que fosse evidente, intuível, claro, e preciso, e, além disto, ele mesmo afirma que havia formado um método para que ‘conseguisse aumentar de forma gradativa o seu conhecimento, elevando-o pouco a pouco, ao nível mais alto, superando o conhecimento medíocre do próprio espírito’ (DESCARTES, 1999, p.36); com isto o autor separou o conhecimento em um nível inferior e outro de um nível superior.
Ao descrever as formas de conhecimento, Immanuel Kant também havia o reduzido a somente duas formas, a saber, o conhecimento a posteriori ou empírico, e o conhecimento a priori ou puro, reduzindo assim as possibilidades de conhecimento (KANT, 1999, p. 9), proposição esta que acaba por nos exigir a demonstração daquilo que conhecemos, ou seja, a prova.
A lógica que rege o pensamento científico contemporâneo torna central tal necessidade de demonstração; de modo que a ciência funda-se, entre outras exigências, na ideia de método ‘como um conjunto de regras’, normas e procedimentos gerais (CHAUÍ, 1998, p. 278), acrescento ainda, que nos conduza à um resultado.
O principal objetivo da ciência passa ser, por meio do uso de métodos, o de confirmar ou falsificar as hipóteses levantadas sobre determinado experimento ou objeto. Na mesma linha afirma Japiassú e Marcondes que o método é o “conjunto de procedimentos que visam atingir um objetivo de terminado” (2001, p. 181). Do mesmo modo, ao final da Crítica da Razão Pura, Kant afirma que se poderíamos nomear algo como método, deveria ser um ‘procedimento segundo princípios’ (1999, p. 504).
Do mesmo modo, o professor Marcelo Donizete afirma “a filosofia deverá ter clareza dos problemas reais existentes em nosso contexto histórico. Daí a necessidade do método como critério de investigação e produção do pensar humano” (DONIZETE, 2012, p. 36).
O método nos auxilia na busca pela objetividade da pesquisa, mas também na apresentação dos resultados da pesquisa. É um caminho, mas não “o caminho”, a ser seguido na tentativa do filósofo de construir e problematizar a pergunta. As perguntas se tornam pesquisa, e a pesquisa, objeto de reflexão filosófica. Sendo que a reflexão “é o ato de retomar, reconsiderar os dados disponíveis, revisar, vasculhar, numa busca constante de significado” (SAVIANI apud DONIZETE, 2012, p. 42).
O papel da filosofia na produção do conhecimento é o de buscar a certeza, por meio da reflexão fundamentada no rigor técnico do método, submetendo e discutindo a doxa, opinião, senso comum, transformando-o em episteme, que embora tenham diferentes sentidos, é marcado pela oposição a doxa, indicando um novo tipo de conhecimento, fruto da technné (JAPIASSÚ; MARCONDES, 2001, p. 84; DONIZETE, 2012, p. 42).
A filosofia sob diversas perspectivas produziu algum tipo de práxis em sua reflexão. Em Platão encontramos uma preocupação em transformar o saber em benefício dos habitantes da polis; o filósofo francês Descartes buscava encontrar na sabedoria produzida pela filosofia, um uso para a vida; Kant intentava encontrar como finalidade a felicidade humana; já Marx buscava, por meio da reflexão aliada à ação, transformar a realidade para produzir justiça e felicidade para todos; tanto que o jovem Marx, em A ideologia alemã, critica a concepção de história dos hegelianos e a distinção que estes fazem entre os homens e animais, atribuindo-lhes diferença pelas consciências e religião, mas o fundamental e que distingue o homem dos outros seres é mesmo a sua capacidade de produzir seu modo de subsistir (MARX, 2009, p.24).
Percebemos que o método, em determinado momento histórico, passa a auxiliar a filosofia na produção de objetividade da práxis. A práxis é uma ferramenta, do pensar e do agir, pela qual se torna possível pensar a realidade humana, tornando-nos conscientes das concepções de realidade e de suas ideologias; possibilitando “a análise de transformação do contexto real” (DONIZETE, 2012, p. 49).
É na consciência de nossa historicidade, que ultrapassamos o senso comum da realidade, e como afirma Gramsci (ALMEIDA, p.2), superamos o senso comum e encontramos o bom senso. A nossa historicidade, a consciência que temos dela, será a condição para efetivamente criarmos as possibilidades da crítica da realidade que desvela a contradição que existe na história e na realidade. Deste modo, seria o homem concreto analisando sua condição concreta, buscando refletir sobre as ações humanas, especialmente sobre o seu saber e o seu fazer.



Referencias Bibliográficas


ALMEIDA, Natália Regina de Almeida. Aspectos da filosofia da práxis: conteúdo e método. UERJ: Rio de Janeiro. In: http://www.nufipeuff.org/seminario_gramsci_e_os_movimentos_populares/trabalhos/Natalia_Regina_de_Almeida.pdf. Acessado em 09 de março de 2013, às 22h: 00min.

COTRIM, Gilberto; FERNANDES, Mirna. Fundamentos da filosofia. São Paulo: Saraiva, 2011.

DESCARTES, Rene. Discurso do método. São Paulo: Nova Cultural, 1999. (coleção pensadores).

KANT, Immanuel. Crítica da razão pura. São Paulo: Nova Cultural, 1999. (coleção pensadores)

MARX, Karl. A ideologia alemã. São Paulo: Expressão Popular, 2009.

SILVA, Marcelo Donizete da. Metodologia da pesquisa filosófica: Batatais: Ação Educacional Claretiano, 2012. (Unidade I)

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013




Nesta semana, a primeira do mês de fevereiro deste ano de 2013, resolvi escrever, mas diferente. Acostumado a fazer reflexões sobre livros de filosofia, teologia ou de ciências da religião, resolvi desafiar-me a refletir em algo que não estou acostumado a fazer. Pensar sobre uma poesia.
Prestigiei uma canção, uma canção que como poesia é simplesmente bela. Uma canção que reflete bem próximo aquilo que elaboro como teologia para minha vida e minha família. 
Ao ler as Escrituras, percebo que de fato a canção consegue expressar nossa finitude, expressar aquilo que prego e ensino ao máximo de pessoas que posso alcançar: "O fato de que não temos a liberdade que queremos acreditar que temos.

E graças a Deus que não somos tão livres como pensamos. 
Que bom que decidimos tão pouco sobre nossos caminhos.

O livre arbítrio na forma com ecoa aos nossos ouvidos por parte de alguns,  é pura balela, tornaria-se algo como se pudéssemos enfrentar e desafiar a vontade de Deus, esta seria a forma mais ridícula de liberdade.
Ou somos escravos de nossas vontades, humanidades e carnalidades e com isto nos rendemos aos reinos da terra, da cobiça, da inveja e da avareza, ou resolvemos ser escravos de uma outra vontade, a de Deus.
É isto mesmo, que você leu, aquilo que afirmei: O ser humano não é um ser livre, como queremos, tal liberdade é fruto de nosso desejo carnal, de tentarmos nos convencemos de que podemos contrariar a vontade soberana de Deus.

Tal absurdo e loucura de sermos livres somente nos levaria a escravidão de nossas próprias vontades e  desejos. 
A única escolha que podemos fazer,  é a de sermos escravos de um Senhor melhor, Jesus Cristo, Aquele que nos  convida a levar um fardo e julgo menos pesado e menos fadigoso do que o que carregamos neste mundo (Mateus 11:28-29).

Este é o Senhor da minha vida! Não faço nenhuma questão de ser livre, completamente livre como alguns querem.

Prefiro ser escravo de Jesus Cristo, pois tenho certeza de que o seu Senhorio é sempre o melhor para minha vida, e que se realmente pudesse gozar de uma liberdade plena, repetiria os mesmos erros de meu Pai, o primeiro Adão. 
Quero gozar  a feliz escolha de Deus, de uma vida de escravidão pra mim, cujo senhorio é Jesus Cristo Senhor!!
Sou feliz por ter sido fruto de sua Eleição e de eu não ter podido fazer uma escolha tão livre assim!!!
(I Pedro capítulo 2)
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Senhor, eu nasci pra te chamar de Deus
Eu nasci pra te chamar de Pai e andar do Seu lado
Senhor desde o ventre da minha mãe,
Eu sou povo exclusivo seu,
Eu sou abençoado se vivo obediente.
Mas todo dia o pecado vêm, me chama
Todo dia as propostas vêm, me chamam
Todo dia vêm as tentações, me chamam
Todo dia o pecado vêm
Mas eu escolho Deus,
Eu escolho ser amigo de Deus
Eu escolho Cristo todo dia,
Já morri pra minha vida e agora eu vivo a vida de Deus
Senhor, eu nasci pra te chamar de amor
Eu nasci pra te chamar de pai e andar do seu lado
Senhor desde o ventre da minha mãe,
Eu sou povo exclusivo Seu,
Eu sou abençoado se vivo obediente
Mas todo dia o pecado vêm, me chama
Todo dia vêm as tentações, me chamam
Todo dia as propostas vêm, me chamam
Todo dia o pecado vêm
Mas eu escolho Deus,
Eu escolho ser amigo de Deus
Eu escolho Cristo todo dia,
Já morri pra minha vida e agora eu vivo a vida de Deus
(Composição e Música de Talles Roberto)

Tudo posso naquele que me fortalece (Fp. 4:13).

"Tudo posso naquele que me fortalece", ao contrário da tônica triunfalista empregada por diversos setores evangélicos, representa na verdade uma das maiores expressões de contentamento do Apóstolo Paulo.
Antes de Paulo ancorar esta expressão em sua carta, ele afirma ter aprendido o sofrimento, e tal expressão "posso todas as coisas", significa um contínuo aprendizado que o apóstolo alcançou contido de uma capacidade de suportar o sofrimento, tudo isto pela graça do Senhor Jesus Cristo em sua vida.
Talvez tenhamos que aprender a nos contentar um pouco mais com o que temos no mundo em que vivemos, relendo palavras como estas do apóstolo Paulo.

Alexandre da Silva Chaves

Alexandre da Silva Chaves

Solidariedade é um dom de Jesus Cristo à Igreja: Pratique!!

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