domingo, 22 de maio de 2011

Reflexão acerca de Karl Marx, o valor da mercadoria: O Sacerdote Religioso como instrumento da instituição!!!



Vamos refletir numa perspectiva simplificada, a teoria de Marx acerca do que determina o valor de uma mercadoria (o produto), em sua obra "O capital". Pensemos em termos de religião, acerca da produção do serviço do sacerdote religioso, engajado politicamente nos interesses da instituição, que se vale do dever de servir a "instituição", produzindo como fins de seu trabalho, o serviço de preservar e de elevar o patrimônio desta instituição.

Karl Marx inverte a lógica da dialética hegeliana (tese x antítese = sintese) que é puramente ideal para Hegel, tornando-a material, daí a mercadoria produzida, ou seja, o produto do sacerdócio (pastor, no caso evangélico) que poderá ser mensagem de apoio ou reprovação as pessoas "A", "B" ou "C", em favor da isntituição",  significarão que as escolhas de determinados sermões a serem pregado por alguns, será efetuado como um valor de uso, pago pela instituição que o mantém no posto, apresentando este sacerdote como um valor útil, de troca, uma espécie de contradição ao mesmo tempo. Contradição aqui é que, a mensagem pregada não será propriedade do pregador, mas da instituição, pois este (pregador), é pago para manter a instituição nos trilhos.

Uma espécie de venda da própria consciência em favor do pagador, lembra-nos a imagem do sofista grego, que em determinados  momentos, ensinava a defesa ou defendia publicamente aquele a quem o pagava melhor e não o que ou quem era simplesmente justo e verdadeiro.

Desse modo, preceitos bíblicos e cristãos não serão considerados parâmetros, somente no casode defenderem a instituição que mantêm o intelectual portador da mensagem. Fiquei pensando nas palavras de Jesus de Nazaré, quando afirmou que o dinheiro poderia corromper os nossos valores, além de nos alienar de nossa própria vontade de servir à algum princípio:  ou "há de odiar a um e amar ao outro", não podemos servir a dois senhores, em suas palavras, essa forma de servir engajadamente de modo cego e político a instituição religiosa fará com que dificilmente o sacerdote consiga servir a Cristo com liberdade de consciência, de quem verdadeiramente seria livre!

Tudo posso naquele que me fortalece (Fp. 4:13).

"Tudo posso naquele que me fortalece", ao contrário da tônica triunfalista empregada por diversos setores evangélicos, representa na verdade uma das maiores expressões de contentamento do Apóstolo Paulo.
Antes de Paulo ancorar esta expressão em sua carta, ele afirma ter aprendido o sofrimento, e tal expressão "posso todas as coisas", significa um contínuo aprendizado que o apóstolo alcançou contido de uma capacidade de suportar o sofrimento, tudo isto pela graça do Senhor Jesus Cristo em sua vida.
Talvez tenhamos que aprender a nos contentar um pouco mais com o que temos no mundo em que vivemos, relendo palavras como estas do apóstolo Paulo.

Alexandre da Silva Chaves

Alexandre da Silva Chaves