sexta-feira, 14 de junho de 2013

REFLEXÕES SOBRE O TEMPO EM AGOSTINHO DE HIPONA



AGOSTINHO DE HIPONA – LIVRO XI - CONFISSÕES


Porventura, Senhor, sendo tua a eternidade, ignoras o que te digo, ou vês com o tempo o que se passa no tempo? Então por que  disponho para ti narrações de tantas coisas? Não é, claro, para que venhas a sabe-las por mim, mas excito meu afeto em tua direção e também os afetos daqueles que as leem, para que digamos todos: Tu és grande, Senhor, e infinitamente louvável. (AGOSTINHO, Confissões in Antologia, livro XI, p.26)

O tema do livro, como apresenta o autor da antologia de textos filosóficos, é um estudo dos conceitos de eternidade e tempo. Um modo de interrogar os dois conceitos, é um processo de depuração para que encontremos a verdade.
O principal problema neste texto de Agostinho é a  questão do tempo e da eternidade. O texto é denso, de natureza filosófica, torna-se necessário um pouco de conhecimento do pensamento platônico. Agostinho é plantonista, mais objetivamente neoplatonista.
Em que consiste a natureza do tempo? Esta é uma das questões que emergem da obra do autor, Agostinho percebe quão complexa será a resposta, contudo não hesita diante da dificuldade da resposta, acredita que se não fosse indagado saberia intuitivamente a resposta, mas se fosse indagado não saberia responde-la.
Embora o tempo seja considerado como constituído de passado, presente e futuro, como pode ser passado se já não é, como pode ser futuro se ainda não é, como pode ser presente se é constituído de partículas que rapidamente se desfazem, por exemplo o presente poucos segundos anterior a esta leitura já não o é mais.
O tempo poderá ser visto como a distensão dos movimentos (de ir e vir) da alma humana e não um ente físico que se daria a partir do movimento de corpos eternos (luz e sol). Para Agostinho a vida é um tempo só, um agora, onde passado, presente e futuro são modulações de um presente absoluto

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICA

 AGOSTINHO, A. Disponível em: ., Acessado em 28 de abril de 2013 ás 08h 30min.


COTRIM, Gilberto; FERNANDES, Mirna. Fundamentos da filosofia. São Paulo: Saraiva, 2011.

Tudo posso naquele que me fortalece (Fp. 4:13).

"Tudo posso naquele que me fortalece", ao contrário da tônica triunfalista empregada por diversos setores evangélicos, representa na verdade uma das maiores expressões de contentamento do Apóstolo Paulo.
Antes de Paulo ancorar esta expressão em sua carta, ele afirma ter aprendido o sofrimento, e tal expressão "posso todas as coisas", significa um contínuo aprendizado que o apóstolo alcançou contido de uma capacidade de suportar o sofrimento, tudo isto pela graça do Senhor Jesus Cristo em sua vida.
Talvez tenhamos que aprender a nos contentar um pouco mais com o que temos no mundo em que vivemos, relendo palavras como estas do apóstolo Paulo.

Alexandre da Silva Chaves

Alexandre da Silva Chaves