terça-feira, 24 de dezembro de 2013

NATAL - OPORTUNIDADE DE PERDÃO! "Ele salvará o seu povo dos pecados deles"

Todos os anos costumo postar uma  reflexão sobre o Natal. Este ano, ao refletir sobre este momento, pensei 'porque não observar a informação dada pelo ser angelical que nas Escrituras nos apresenta o sentido do nascimento do Senhor Jesus'.



Ao intentar abandonar Maria quando grávida, José mesmo a amando, não quis denunciá-la por causa de adultério. As Escrituras nos ensinam que ele resolveu deixá-la de maneira secreta. Contudo, um anjo do Senhor interrompeu seus planos lhe aparecendo em sonho e pedindo para que José não temesse  receber Maria como esposa, uma vez que o filho que nela era gerado, não era fruto de relação sexual entre homem e mulher, mas produto de um milagre, uma semente colocada no útero de Maria pelo próprio Espirito Santo. O anjo o Senhor prosseguiu dando pistas ao jovem José dos motivos deste nascimento que aconteceria,. O anjo do Senhor disse a José: "Ela dará luz a um filho e lhe porás o nome de Jesus, porque ele salvará o seu povo dos pecados deles" (Mateus 1. 21).

O cerne do problema revelado pelo anjo do Senhor era o pecado. Termo comum na construção tanto das cosmologias dos povos em suas religiosidades, como também das teologias das mais variadas religiões mundiais. Quase todas concebem alguma noção do que é certo ou errado, do que é moral ou imoral, daquilo que é justo ou daquilo que é injusto, sempre em menor ou maior proporção.

O pecado, que de modo simplificado na teologia judaico-cristã, significa errar o propósito, caminho ou alvo (hebraico-hata, grego hamartia), já havia sido causa de desajuste na vida do ser-humano desde o início da criação, já nos primeiros passos de sua existência quando este resolveu agir por conta de seus próprios interesses (Gênesis 3. 6-8). O homem desde então perdeu a condição e também a possibilidade de agir contrariando a sua própria natureza, passando a viver em busca de esconderijos. 

Sempre que seus desejos se inclinavam à sua natureza, este se envolvia com o mal, e cedia facilmente aos próprios desejos. Percebemos este fato ocorrendo logo no primeiro assassinato entre irmãos registrado nas Escrituras, de modo que cumpria ao homem (Caim) dominar os desejos dele, quando estes viessem sobre si mesmo, contudo, ele logo revelou essa incapacidade (Gênesis 4. 7).

Seguiram-se daí os sacrifícios, oferendas e outros mecanismos que visavam colocar o ser-humano em ato de consciência perante suas responsabilidades e para com os resultados de suas atitudes. O Homem não poderia simplesmente errar, e ainda continuar vivendo como se nada houvesse ocorrido. Por essa razão, o Senhor Deus afirmou a Moisés que 'quando alguma pessoa pecasse, (...) este deveria fazer uma oferta por sua culpa, trazendo do seu rebanho, ao Senhor, uma oferta sem defeito pela culpa, apresentando-a ao Sacerdote' (Levítico 6. 5-7).

Isto perdurou por um longo tempo até que a culpa da humanidade não parava de crescer, e o homem não conseguia mais dar conta de apresentar sacrifícios por essa sua culpa, e quando terminava de tomar consciência de um erro que havia acabado de cometer, já se via em circunstâncias de outro erro. 

Desta forma o próprio Deus reprovou tal atitude humana, pois os sacrifícios apresentados pelos seres humanos não conseguiam mais alcançar ao propósito perfeito de Deus, a humanidade começava a corromper não somente o sacrifício a Deus, mas também ao propósito de convencer o homem a abandonar os antigos vícios e pecados. 

Deus o Senhor, convidou a humanidade a tornar-se a Ele, a se voltarem para a sua vontade, ele usou profetas, entre eles Oseias, que nos apresenta esta perspectiva de Deus acerca dos sacrifícios apresentados pelos homens... Deus afirma para Israel seu povo "misericórdia quero, e não sacrifício, e o conhecimento de Deus, mais que holocaustos" (Oseias 6.1-6).

Estava posto o fim, a sentença se confirmava nas palavras do profeta Isaías, que também anunciava a situação calamitosa da humanidade, e por onde ouvimos o eco de sua época: "Os povos serão queimados como se queima cal; como espinhos cortados, arderão no fogo. Ouvi vós, os que estais longe, o que tenho feito; e vós, os que estais perto, reconhecei o meu poder. Os pecadores em Sião se assombram, o tremor se apodera os ímpios (...)" (Isaías 33. 12-14). Ainda o profeta anuncia ao seu povo a seguinte mensagem "todos nós bramamos como ursos e gememos como pombas; esperamos o juízo, e não o há; a salvação, e ela está longe de nós. Porque as nossas transgressões se  multiplicam perante ti, e os nossos pecados testificam contra nós; porque as nossas transgressões estão conosco, e conhecemos as nossas iniquidades" (Isaías 59.11-12).

Deste modo, ocorre aquilo que é perfeito, o anúncio natalino revela o nascimento de um salvador, um sacrifício perfeito, e o profeta Isaías anunciava que um seria levantado "dando ele a sua alma como oferta a Deus" (Isaías 53.10), a fim de ser "transpassado pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniquidades", sobre este cairia o castigo que deveria cair sobre nós, e ao invés de castigo, receberíamos a paz! (Isaías 53. 4-6). Ele foi contado junto com os transgressores, contudo ele levou sobre si o pecado de muitos e pelos transgressores intercedeu (Isaías 53. 12).

Nesta mesma linha encontramos o Profeta contemporânea neotestamentário João Batista, afirmando que aquele que vinha após ele é mais poderoso do que ele (Mateus 3.11); e em outra passagem o mesmo profeta ao encontrar-se com  Jesus o avistando, afirmou: "Eis o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo" (João 1. 29).

Ao retomarmos o diálogo do Anjo do Senhor com José o carpinteiro, percebemos que o sentido do Natal é de maior significado que o pretendido pelas pessoas, pois não é trocar presentes, descobrir amigos secretos, comermos ou bebermos, refazer planos, planejarmos a execução de um novo orçamento para um  novo projeto, etc. 

O natal é simplesmente ímpar, porque  nos lembra da condição em que chegamos diante de Deus, como diz o apóstolo Paulo, por causa das boas novas de Cristo, nós homens nos tornamos "indesculpáveis" diante de Deus (Romanos 2.1 s.s.). Por outro lado  encontramos no nascimento de Jesus a possibilidade de salvação quando nos encontramos com a razão da manjedoura, do nascimento do menino Jesus, do motivo D'Ele nos ter encontrado, tal como nos afirmou na casa de Zaqueu o publicano "O Filho do Homem veio buscar e salvar o que se havia perdido.

Talvez neste natal estejamos bem perdidos em nossos propósitos, em meio a interesses muita das vezes egoístas e pecaminosos, e esta revela uma excelente razão para depositarmos fé no propósito de Jesus, seguindo os conselhos do apóstolo Paulo, alcançemos "a justificação mediante a fé, encontrando a paz com Deus por causa de Jesus Cristo" (Romanos 5.1-2).

Um Feliz Natal a Todos aqueles que se consideram pecadores necessitados da Graça de Nosso Salvador Jesus Cristo!!






Tudo posso naquele que me fortalece (Fp. 4:13).

"Tudo posso naquele que me fortalece", ao contrário da tônica triunfalista empregada por diversos setores evangélicos, representa na verdade uma das maiores expressões de contentamento do Apóstolo Paulo.
Antes de Paulo ancorar esta expressão em sua carta, ele afirma ter aprendido o sofrimento, e tal expressão "posso todas as coisas", significa um contínuo aprendizado que o apóstolo alcançou contido de uma capacidade de suportar o sofrimento, tudo isto pela graça do Senhor Jesus Cristo em sua vida.
Talvez tenhamos que aprender a nos contentar um pouco mais com o que temos no mundo em que vivemos, relendo palavras como estas do apóstolo Paulo.

Alexandre da Silva Chaves

Alexandre da Silva Chaves